Castries - St. Lucia

Uma manhã em Reduit Beach, Rodney Bay

Chegamos ao porto de Castries, capital de St. Lucia depois de mais uma noite navegando. Desta vez escolhi como destino a praia de Reduit, Rodney Bay. Por ser uma ilha vulcânica, ela não tem aquela areia branquinha e fininha, como as demais ilhas que passamos. Aqui encontramos uma mistura de laranja e preto, mas não tira o charme do local!

A ilha oferece muitas atrações. Seguem algumas opções:

* Pigeon Island National Park - um bom local para trilha;

* Pitons - dois picos vulcânicos. Uma boa opção para quem gosta de escalar;

* Marigot Bay - local bem tranquilo e praia de águas cristalinas;

* Rodney Bay - local com muitos restaurantes, praia tranquila;

* Anse Chastanet Beach - praia boa para mergulho e snorkel;

* Morne Coubaril Estate - tirolesa;

* Sulphur Springs - fontes termais e gêiseres.

Depois do desembarque, fomos procurar um transporte até a praia. Desta vez não deu para chorar muito não. Acabamos pegando um táxi, porque o valor foi quase o mesmo que a van cobraria por 4 pessoas. 

Em mais ou menos 15 minutinhos chegamos à praia. O mar é lindo, azul turquesa e a infraestrutura é muito boa. Existem restaurantes, serviço de aluguel de cadeira e guarda-sol na praia. Nos bares você tem que ir buscar o que quiser consumir. Não há ninguém servindo, mas funciona muito bem.

Ali na praia passam vários vendedores bem insistentes. Um deles tentou me vender babosa. Ele achou que eu não conhecia rsrs! Logo eu que tenho plantas mil! Falei para ele que tinha em casa essa planta, que sabia que era boa para massagear os cabelos. Só assim ele desistiu e foi embora. Portanto, se prepare! Repito: eles são bem insistentes.

Para quem deseja fazer algo além de ficar na areia da praia, curtindo o sol e admirando o horizonte, ali mesmo é possível alugar pedalinhos, jet skis, pranchas, fazer passeios de barco até a Pigeon Island, dentre outras atividades. Esta é uma das praias mais badaladas da ilha, por isso é sempre bem movimentada. E, olha a Pigeon Island lá no fundo.

Depois de curtir a manhã na praia, chegou a hora de retornarmos. Queríamos andar um pouco pelo centro e conhecer a cidade, já que tínhamos o dia inteiro livre na ilha, pois o cruzeiro iria partir bem tarde. Fizemos um registro da paisagem no meio do caminho.

De volta ao centro, passamos no Mercado Central para ver o artesanato e adquirir umas lembrancinhas. Afinal, é sempre bom contribuir com a economia local, já que eles praticamente vivem do turismo e, claro, trazer uma recordação!

Na entrada do mercado um senhor nos abordou oferecendo um city tour. Agradecemos a oferta e entramos, já que o objetivo no momento era conhecer o mercado. Lá você encontra muito trabalho em madeira, especiarias locais, e uma infinidade de outras coisinhas lindas! 

Quando saímos do outro lado, quem apareceu? O mesmo senhor, oferecendo o passeio. Ele trazia um folder com alguns pontos turísticos, folheava e dizia que podia nos levar até lá. Ele começou com 50 dólares, foi caindo até que disse que nos levaria por 20 dólares!!! Esse city tour no navio custava em torno de 60 dólares por pessoa. Pedi um minuto, fui ver o que o marido achava. Enquanto isso, um taxista credenciado do porto que nos observava de longe se aproximou. Veio nos dizer que não era seguro ir com aquele senhor, pois ele não era credenciado, mas que ele poderia nos levar, mas claro que o valor era mais alto, né!

 Bem, estávamos com 2 crianças, num país que não era o nosso e um estranho não credenciado estava nos oferecendo um city tour por uma merreca. Além disso, estávamos sentindo cheiro daquela erva proibida em nosso país, exalando do motorista da van que acompanhava aquele senhor que entendi ser o guia. Olhei para o marido, ele olhou para mim, confabulamos um pouco e decidimos, que CLARO que iríamos com aquele estranho! O taxista ainda tentou nos convencer a não ir, mas não conseguiu. Entramos na van e impetramos fuga!

Uma observação! Fizemos isso porque a ilha tem taxa de criminalidade muito baixa. Nós não faríamos isso se estivéssemos no Rio de Janeiro.

No trajeto, nosso guia nos informou que estávamos seguindo para Morne Fortune, uma cidade próxima de Castries. O motorista começou a subir uma montanha e fomos conversando com o guia todo o caminho. Nosso primeiro ponto de parada foi num mirante. Valeu a pena!  Simplesmente linda a vista! O nosso guia muito fofo ainda tirou a nossa foto!

Nossa próxima parada foi no Eudovic's Art Studio. Um lugar muito interessante. Todas as peças são feitas em madeira. As peças não são baratas, mas arte não tem preço. As pessoas que trabalham no atelier são muito gentis e o próprio artista está disponível para assinar as obras. Ótima opção para quem quer levar uma bela obra de arte para casa. 

E olha que fofinho o local por fora. Ambiente super agradável. Numa dessas casinhas é possível observar os artistas esculpindo a madeira.

Depois que saímos do estúdio, continuamos nosso passeio, subindo até chegar à parte histórica de Morne Fortune. Vou resumir a história do lugar: os franceses dominavam o local e construíram um forte. Em 01/04/1794 os britânicos capturaram o forte. Em 1795 os franceses conseguiram recapturá-lo. Depois, em 24/05/1796 os britânicos, mais uma vez, atacaram e conseguiram dominar o forte, nomeando-o Forte Charlotte em homenagem a rainha Charlotte. Neste local foi construído um memorial ao 27º Regimento de Pé (Inniskilling) e ele existe até hoje. Olha a gente aí!

Em Morne Fortune fica a Universidade das Índias Ocidentais (University of the West Indies) e o Sir Arthur Lewis Community College, na foto abaixo, que é a única faculdade comunitária na ilha. 

Existem alguns canhões da época da batalha ali perto da faculdade. E olha o nosso guia aí!

Perto da entrada da faculdade existe um antigo depósito, que foi construído pelos franceses para armazenamento de pólvora e munição. As paredes são grossas, pois a intenção era conter qualquer explosão que fosse ocasionada pelo seu conteúdo.  É considerado uma das construções mais antigas da ilha.

Depois dessa aula de História, começamos a retornar ao centro, mas registrando cada momento.

E, finalmente voltamos para o navio para descansar e desembarcar numa nova expedição no dia seguinte.

Espero que vocês tenham viajado comigo nessa aventura em St. Lucia. Um abraço!

;)

Nós fazemos parte da ABBV!

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